VICTOR PRADERA (nieto)


PREPARANDO UM POUCO O NATAL




Que pensarão os jovens desse dístico de PAUL CLAUDEL?

Os jovens do meu tempo, em ampla maioria, não pensavam assim. Achávamos que a destruição da ordem e a entrega ao hedonismo eram a resposta para a angústia da vida. A geração dos 60 foi atrás dessa resposta e encontrou só um grande vazio existencial. E agora? Que pensam disso meus alunos? Que pensam da vida, estes meus filhos? Qual o sentido de viver?




Escrito por V-P (nieto) às 10h54
[   ] [ envie esta mensagem ]




A MORTE DE VOLTAIRE

Filho de um notário e educado em colégio jesuítico, VOLTAIRE (: François-Marie Arouet) morreu em 1778, cercado, então, da justa fama de ser a voz anti-religiosa de seu tempo. ROYO MARÍN designou-o o “patriarca da incredulidade”. De fato, célebre foi seu lema: “ecrassez l’infame” (: esmagai a infame), referindo-se à Igreja (quando não, sugerem alguns, a JESUS CRISTO).É da autorizada obra de ROYO que se extrai o quanto segue.

Mas como foi realmente a morte de VOLTAIRE?

Têm-se, a propósito, duas relações testemunhais: uma, de seu médico, o protestante TRONCHIN; outra, mais impressionante, da MARQUESA DE VILETE, em cuja casa morreu VOLTAIRE no dia 30 de maio de 1778.

Uma carta escrita por TRONCHIN, datada de 27-6-1778 e dirigida a BONNET, registrou que, tomado por furiosas agitações, VOLTAIRE gritava, enraivecido, advertindo-se da proximidade da morte: “Fui abandonado por DEUS e pelos homens”.

Interessa mais, contudo, o testemunho da MARQUESA DE VILETE que, a confirmar o relatório de TRONCHIN, acrescentou alguns dados significativos:

“(VOLTAIRE) lançava gritos desaforados, revolvia-se, crispando as mãos, lacerando-se com as unhas. Poucos minutos antes de expirar, chamou o abade GAULTIER. Várias vezes quis que fizessem vir um ministro de JESUS CRISTO. Os amigos de VOLTAIRE, que estavam na casa, opuseram-se, sob o temor de que a presença de um sacerdote a receber o último suspiro de seu patriarca derrubasse a obra de sua filosofia e diminuíssem seus adeptos… Ao aproximar-se o momento fatal, uma redobrada desesperação apoderou-se do moribundo; gritava, dizendo que sentia uma mão invisível arrastá-lo ante o tribunal de DEUS; invocava com gritos espantosos aquele CRISTO que ele havia combatido durante toda sua vida; maldizia seus companheiros de impiedade; depois, deprecava ou injuriava os céus uma vez após outra; finalmente, para acalmar a ardente sede que o devorava, levou à boca o urinol; lançou um último grito e expirou entre a imundície e o sangue que lhe saíam da boca e das narinas”.

ROYO MARIN desfiou a notícia de um fato anterior: tempos antes de sua morte, VOLTAIRE, prostrado na cidade de Paris, chamara o pároco de São Sulpício, porque queria receber os sacramentos antes de morrer. Passado, aparentemente, o perigo, VOLTAIRE tornou a zombar dos ensinamentos da religião.


Escrito por V-P (nieto) às 10h40
[   ] [ envie esta mensagem ]




Por que silencia RD?

Ontem, postei o que segue:

"De minha parte, fica a interpelação: por que nosso amigo RD resolveu colaborar em um livro que, em vez de Hispano-Americanos, usa a ideológica expressão "Latino-Americanos"? MYSTERIUM INIQUITATIS...

Duvido, de toda a sorte, que o RD responda à minha indagação".

Até agora, tal eu o previra, RD não se dignou em responder à minha inquirição.

Escrito por V-P (nieto) às 19h15
[   ] [ envie esta mensagem ]




ANÚNCIO PARA AMANHÃ: A MORTE DE VOLTAIRE



Amanhã, atendendo a um pedido específico (ver abaixo no item "comentário" da Carta 5 de Escrutopo a Orugário), tratarei rapidamente da morte de VOLTAIRE.

Aos impressionáveis, advirto que é interessantíssimo ler e meditar sobre a história da tragédia final desse pobre redator iluminista. Aos que de comum não se impressionam, faço votos de que se assombrem.

Estão na moda os filmes de terror ficto. Será bom, para variar, saber de algum terror verdadeiramente terrorífico e histórico.





Escrito por V-P (nieto) às 19h12
[   ] [ envie esta mensagem ]




O VERBETE DO RD


RD autorizou-me, em atenção ao pedido de nosso amigo comum, o Promotor Público A*** R*** G*** (mais e celebremente conhecido pelo Brasil afora por seu título "Pensador das Alterosas") a publicar uma tradução em português de um dos verbetes que escreveu para o "Diccionario Crítico de Juristas Españoles, Portugueses y Latinoamericanos". Aventurei-me a traduzir o verbete e, mais ainda, a retificar, com meus modos, algumas impropriedades do original castelhano.

O verbete traduzido diz respeito a breve referência ao ilustre pensador brasileiro ALEXANDRE CORRÊA, de quem RD foi amigo e aluno em círculo privado de Filosofia (o "liceu" a que se refere o verbete).

RD ainda escreveu outros verbetes, que, espera, pendem de publicação nos demais volumes do "Diccionario...", sobre: o CONSELHEIRO LAFAYETTE, OLIVEIRA VIANNA, TEIXEIRA DE FREITAS, JOÃO MENDES JÚNIOR, CARLOS MAXIMILIANO, RODRIGUES ALCKMIN, PONTES DE MIRANDA, NÉLSON HUNGRIA e JOSÉ FREDERICO MARQUES.

Segue o texto relativo a ALEXANDRE CORRÊA, que traduzi como pude:

"ALEXANDRE CORRÊA – Nascido em São Paulo, no ano de 1890, e aí morto, em 1984, Alexandre Corrêa (algumas vezes, citado com a grafia “Correia”) bacharelou-se em Direito em 1912 e, no mesmo ano, viajou para a Bélgica, iniciando estudos na Universidade de Louvain, onde se doutorou em Filosofia, com a tese "A Política de José de Maistre" (1914). Em 1934, tornou-se catedrático de Direito Romano na Faculdade de Direito da Universidade Católica de São Paulo. Escreveu diversas obras, destacando-se entre elas: "A Concepção Histórica do Direito" (1934), "Santo Tomás de Aquino e o Regime da Lei" (1952), "Manual de Direito Romano" (em colaboração com Gaetano Sciascia), "Concepção Tomista do Direito Natural" (1972), "O Tomismo é incompatível com o Marxismo" (1976)— e traduziu para o português a "História da Filosofia" de Johannes Hirschberger, bem como textos de filósofos pré-socráticos, com uma classificação pessoal (obra todavia inédita). Consagrada, especialmente, é sua tradução, ultimada em 1937, da "Suma Teológica" de S.Tomás de Aquino, tradução de que disse Leonardo Van Acker (1886-1986) ser “obra exclusivamente pessoal, honrando sobremaneira o espírito metódico e a extraordinária capacidade de trabalho” de Alexandre Corrêa. Jusfilósofo tomista, contribuiu Alexandre Corrêa na formação de vários pensadores brasileiros, entre eles, primeiramente, Ester de Figueiredo Ferraz, que foi ministra da Educação, e José Pedro Galvão de Sousa (1912-1992), este o maior jusfilósofo brasileiro. Já afastado do magistério universitário, Alexandre Corrêa constituiu em seu apartamento, no centro da cidade de São Paulo, uma espécie de liceu, a que concorriam freqüentemente, entre outros, José Pedro, Van Acker, Walter Moraes —que foi desembargador em São Paulo e o mais autorizado teórico brasileiro dos Direitos da Personalidade— o metafísico José Benedito Pacheco Salles, Iulo Brandão, Belkiss Barbuy e Ricardo Dip".

(Concedeu-me RD a possibilidade de, se nisso houver interesse manifestado expressamente por meus alunos, postar neste "blog" seus verbetes ainda não-publicados no "Diccionario..." editado na Espanha).

Agradeço ao amigo RD que, no entanto, não me respondeu a uma interpelação de ontem (cfr. abaixo "Notícia de livro (com pequena participação) do RD", "in fine").

Escrito por V-P (nieto) às 19h04
[   ] [ envie esta mensagem ]




UM TANTO DO AVÔ PRADERA



A imagem acima traz junto ao nome de meu avô a cruz carlista e uma coroa, símbolo do legitimismo hispânico.

Abaixo, uma foto de meu avô, o grande VICTOR PRADERA. Notarão os alunos a semelhança fisionômica com este seu Professor (p.ex., reparem no aduncado nariz que é um traço de nossa família).



Escrito por V-P (nieto) às 19h47
[   ] [ envie esta mensagem ]




Notícia de livro (com pequena participação) do RD


Noticio aos meus estimados alunos e aos alunos do RD que acaba de sair do prelo, em edição da Faculdade de Direito da Universidade de Málaga, o primeiro volume do "Diccionario Crítico de Juristas Españoles, Portugueses y Latinoamericanos".

Trata-se de extensa e interessante obra coordenada pelo Professor MANUEL J. PELÁEZ e que conta com diminuta (que seria de esperar?) participação do RD.

De minha parte, fica a interpelação: por que nosso amigo RD resolveu colaborar em um livro que, em vez de Hispano-Americanos, usa a ideológica expressão "Latino-Americanos"? MYSTERIUM INIQUITATIS...

Duvido, de toda a sorte, que o RD responda à minha indagação.



Escrito por V-P (nieto) às 18h15
[   ] [ envie esta mensagem ]




A TERCEIRA TENTAÇÃO DE CRISTO NO DESERTO



Alguém poderá advertir na situação atual de fomentos a “Bruxos Materialistas” que com isso se está a repetir, de algum modo, o tipo da “terceira tentação do deserto” (S.Mt. 4-8,10).

A imagem acima é cópia de uma iluminura sobre a terceira tentação de CRISTO no deserto. O original é de um antigo Livro das Horas.




Escrito por V-P (nieto) às 17h59
[   ] [ envie esta mensagem ]




CARTA 7 de Escrutopo a Orugário

Após um extrato da Carta 7 de “The Screwtape Letters” de LEWIS (e algumas pequenas notas), suspenderei a postagem sobre o livro e começarei a preparação à leitura da obra das férias (: “Confissões”, de S.AGOSTINHO).

Essa Carta 7 trata da “artimanha da ocultação” do diabo. É uma das táticas essenciais da ação demoníaca (a propósito, a versão francesa de “The Screwtape Letters” —edição de Delachaux et Niestlé, Neuchâtel-Paris, 1954— traz o sugestivo título: Tactique du diable).

Mas voltemos a essa “tática de ocultação”. O poeta francês CHARLES BEAUDELAIRE, em “Les fleurs du mal”, escreveu impressivamente: “La plus belle ruse du Diable est de nous persuader qu'il n'existe pas” (: o mais belo artifício do diabo é o de persuadir-nos de que ele não existe).

E assim começa a Carta 7 de Escrutopo a Orugário: “Assombra-me que me perguntes se é essencial manter o paciente ignorante de tua própria existência”. Nossa política —prossegue Escrutopo— é a de, “neste momento, ocultar-nos”. Continua:

“Quando os humanos não crêem em nossa existência, perdemos todos os agradáveis resultados do terrorismo direto, e não fazemos bruxos. Por outra parte, quando eles crêem em nós, não podemos fazê-los materialistas nem céticos”.

Por isso, para Escrutopo, a obra demoníaca “perfeita” há de ser o “Bruxo Materialista”, um homem que “...adora o que vagamente designa por ‘forças’, ao mesmo tempo que nega a existência de ‘espíritos’…”.

[Crescentemente, segundo me quer parecer, tem-se no mundo mediático de nossos tempos a figuração freqüente de “Bruxos Materialistas” —e não estaria mal começarmos a pensar um tanto no tipo “Harry Potter”. Tem-se ainda aos olhos a sucessiva e cada vez mais vistosa relação de fenômenos preternaturais em que a carranca gradualmente desmascarada de diabos aparenta vulgarizar-se, acostumando-nos à feiúra estética, insensibilizando-nos diante da fealdade ética, habituando-nos à convivência indiferente do bem e do mal (: tudo passa a ser matéria de opção de cada um). Pois aí está: “la plus belle ruse...”].



Escrito por V-P (nieto) às 17h36
[   ] [ envie esta mensagem ]




EXCURSO após a leitura da Carta 6 de Escrutopo a Orugário

Na copiosa obra do mallorquino RAMÓN LLULL (ou, em castelhano, Raimundo Lúlio), uma há, “Llibre de meravelles” (em castelhano: “Felix de las Maravillas”), em cujo Livro VII se estampa uma grandiosa fabulação antropomórfica sobre um reino de animais.

Em determinada passagem, relata-se que o rei Leão cometeu adultério com a Leoparda e, em razão desse pecado, matou-lhe o marido, o Leopardo. E adiante assenta LÚLIO: “…porque o Leão, depois que esteve em pecado pela morte do Leopardo, não tivesse tanta sutileza como antes, não entendeu a significação das palavras da Serpente…”.

Num breve e interessante comentário sobre esse ponto da obra luliana, ESTEVE JAULENT PAULÍ —numa edição brasileira de parte do “Félix de las Maravillas”— observou, a meu ver muito bem, que o amadurecimento humano “acarretará sempre um progresso da lucidez mental. Contrariamente, quando as ações humanas se desviam do seu fim, trazem consigo uma perda da lucidez natural”.

Pode invocar-se nesse passo uma lição escriturística (ad Romanos, 1-21: “desvaneceram-se em seus raciocínios, e seu insensato coração foi obscurecido”). Da culpa (suposto que não lhe explique de algum modo a ignorância) provém, segundo esse texto paulino, a pena da debilitação da inteligência e seu obscurecimento. Se o homem despreza a razão (que é nele a imagem divina), sujeita-se, sob o modo de pena, ao apetite sensual (isso o disse S.TOMÁS de Aquino no “…ad Romanos expositio”; converge ainda esta passagem paulina — ad Rom. 1-24: “…entregou-os Deus à imundícia nas concupiscências de seu coração…”.


Escrito por V-P (nieto) às 11h28
[   ] [ envie esta mensagem ]




CARTA 6 de Escrutopo a Orugário

A Carta VI de Escrutopo a Orugário é, em minha óptica, uma das mais notáveis do conjunto escrito por LEWIS.

Escrutopo, em determinada passagem, anuncia uma “regra geral”. Diz ele que em todas as atividades do pensamento que favoreçam a causa diabólica, deve estimular-se o paciente à inconsciência de si próprio e a concentrar-se no objeto da ação. Diversamente, nas atividades favoráveis ao “Inimigo” (que é o modo como Escrutopo designa DEUS), cabe ao tentador fazer com que o paciente se volte para seu interior.

Assim, exemplifica Escrutopo, se se dá o caso de um insulto ou da visão do corpo de uma mulher, cabe ao demônio fazer com que a atenção do paciente se fixe no objeto, para impedir que esse paciente se conscientize de que se põe num estado de ira ou de luxúria.

Doutra maneira, quando se trate, por exemplo, de uma oração, cabe ao diabo levar o paciente a fixar-se em seu íntimo, pondo-se a perscrutar seus sentimentos.

Disso extrai Escrutopo um corolário interessante: cabe ao demônio procurar dirigir a malícia do paciente a seus próximos, aos que ele vê todos os dias, e projetar sua benevolência a um círculo remoto, a pessoas que ele não conhece.

A malícia faz-se, por esse modo, totalmente real, e a benevolência, em grande parte, imaginária.

(Pense-se, a propósito, nas pregações de direitos humanos: são freqüentemente exercício de política silogística, na expressão do nosso JOAQUIM NABUCO. De fato, pregadores retóricos desses direitos são, muita vez, os primeiros a tratar desumanamente seus próximos).


Escrito por V-P (nieto) às 10h42
[   ] [ envie esta mensagem ]




CARTA 5 de Escrutopo a Orugário

Da Carta V da obra de C.S.LEWIS recolho uma observação e um trecho:

• a observação: uma das melhores armas demoníacas é a “mundanidade satisfeita”

• o excerto: “Quanto melhor para nós [i.e., os demônios] se todos os humanos morressem em custosos sanatórios, entre doutores que mentem, enfermeiras que mentem, amigos que mentem, tal e como lhes ensinamos [a mentir], prometendo vida aos agonizantes, estimulando a crença de que a enfermidade escusa toda indulgência e até mesmo, se os trabalhadores sabem fazer sua tarefa, omitindo toda alusão a um sacerdote, não seja que revele ao enfermo seu verdadeiro estado!” (essa passagem, a meu ver, é de todo admirável).

(Dos meus estimados alunos quero saber se sabem as minúcias da morte de VOLTAIRE e, suposto não as saibam, se têm interesse em conhecê-las).


Escrito por V-P (nieto) às 10h40
[   ] [ envie esta mensagem ]


[ ver mensagens anteriores ]




 
Histórico
  23/07/2006 a 29/07/2006
  16/07/2006 a 22/07/2006
  09/07/2006 a 15/07/2006
  02/07/2006 a 08/07/2006
  25/06/2006 a 01/07/2006
  18/06/2006 a 24/06/2006
  11/06/2006 a 17/06/2006
  04/06/2006 a 10/06/2006
  28/05/2006 a 03/06/2006
  21/05/2006 a 27/05/2006
  14/05/2006 a 20/05/2006
  07/05/2006 a 13/05/2006
  30/04/2006 a 06/05/2006
  23/04/2006 a 29/04/2006
  16/04/2006 a 22/04/2006
  09/04/2006 a 15/04/2006
  02/04/2006 a 08/04/2006
  19/03/2006 a 25/03/2006
  12/03/2006 a 18/03/2006
  05/03/2006 a 11/03/2006
  19/02/2006 a 25/02/2006
  12/02/2006 a 18/02/2006
  05/02/2006 a 11/02/2006
  29/01/2006 a 04/02/2006
  22/01/2006 a 28/01/2006
  15/01/2006 a 21/01/2006
  01/01/2006 a 07/01/2006
  25/12/2005 a 31/12/2005
  18/12/2005 a 24/12/2005
  11/12/2005 a 17/12/2005
  04/12/2005 a 10/12/2005
  27/11/2005 a 03/12/2005
  20/11/2005 a 26/11/2005
  13/11/2005 a 19/11/2005
  06/11/2005 a 12/11/2005
  30/10/2005 a 05/11/2005
  23/10/2005 a 29/10/2005


Outros sites
  BLOG DO REINALDO AZEVEDO
  Blog da SANTA
  Blog do NOBLAT
  OLAVO DE CARVALHO
  MÍDIA SEM MÁSCARA
  UCHO
  PERCIVAL PUGGINA
  PRIMEIRA LEITURA
  NARIZ GELADO
Votação
  Dê uma nota para meu blog